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Vacinas 12 maio 2021 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Estratégia Cocoon: entenda o que é e sua importância para gestantes

A Estratégia Cocoon ou Estratégia Casulo é recomendada pelo Comitê Assessor de Práticas em Imunizações (Acip) dos Estados Unidos desde 2006. Essa estratégia inclui a vacinação dos contactantes de lactentes jovens não imunizados ou parcialmente imunizados contra a coqueluche. 

Já em 2011, o Acip incluiu, visando amplas estratégias de controle da doença, a indicação de vacinação de gestantes após a vigésima semana de gestação, com o principal objetivo de transferir anticorpos contra coqueluche para o recém-nascido através da placenta e, assim, reduzir a chance da transmissão pós-natal.

Desde o início da gestação, é extremamente importante que a gestante procure Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou empresas privadas para realizar o pré-natal para proteger tanto ela mesma quanto o bebê.

O que é e como funciona a Estratégia Cocoon?

A Estratégia de Cocoon, também conhecida como “casulo”, consiste em prevenir a coqueluche através da vacinação de adolescentes e adultos que têm contato com lactentes jovens. Ela é capaz de reduzir os casos graves da doença.

Deve ser priorizada a vacinação de indivíduos que possuem maior probabilidade de infectar neonatos, entre eles, os próprios pais, irmãos, avós, cuidadores e profissionais da saúde que lidam com estes bebês.

Sobre a coqueluche

A coqueluche é uma infecção altamente transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis, que acomete diretamente o trato respiratório e pode ser facilmente evitada através da vacinação.

Em crianças, principalmente as menores de seis meses, a doença pode causar pneumonia, desidratação, convulsões, lesão cerebral, parada respiratória e até mesmo, morte.  

A fase inicial, chamada de fase catarral, dura de 1 a 2 semanas e os principais sintomas são mal-estar, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa.

Na fase intermediária, chamada de fase paroxística, os sintomas podem evoluir para tosse que passa de leve e seca para intensa e descontrolada; a tosse pode ser tão intensa que chega a comprometer a respiração. Além disso, a crise de tosse pode provocar vômito e cansaço extremo. Esta fase dura de 3 a 4 semanas.

No período de convalescença, a gravidade e a duração dos episódios de tosse diminuem, cessando em 3 a 4 semanas.

Quais vacinas protegem contra a coqueluche?

Para os adultos, a vacina coqueluche recomendada é a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), que confere proteção contra difteria, tétano e coqueluche. Ela é indicada para reforço das vacinas DTPa ou DTPw em crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos, gestantes e todas as pessoas que convivem com crianças menores de 2 anos, sobretudo bebês com menos de 1 ano.

Já para as crianças, estão disponíveis as vacinas Pentavalente e Hexavalente. A vacina Pentavalente contém também antígenos de Haemophilus influenzae tipo b e poliovírus inativados.  Já a vacina Hexavalente contém, além de todos os antígenos da vacina Pentavalente, a vacina hepatite B. Para o reforço dos 4 anos, está disponível no serviço privado a vacina dTpa+ VIP.

No serviço público, está disponível a vacina Pentavalente, que é diferente da vacina Pentavalente do serviço privado. A vacina Pentavalente do SUS contém a vacina DTPw, a vacina Hib e a vacina hepatite B. Para os reforços de 15 meses e de 4 anos de idade, está disponível no SUS a vacina DTPw.

A vacina dTpa é indicada para gestantes?

Sim. A vacina dTpa na gravidez é muito importante e, em 2014, passou a fazer parte do Calendário de Vacinação da Gestante com o objetivo de diminuir os casos e a mortalidade por coqueluche em recém-nascidos. Além de coqueluche, a vacina também confere proteção contra difteria e tétano. 

É indicada para todas as gestantes a partir da vigésima semana de gestação, podendo ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto.

A vacina é extremamente segura para gestantes e muito raramente são relatados eventos adversos graves causados pelo imunizante. 

Fonte

SBIm. Revista Imunizações. Disponível em: https://sbim.org.br/images/revistas/revista-imuniz-sbim-v9-n1-2016.pdf

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