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Vacinas 19 abr 2021 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Hepatite C: entenda quais são os sintomas e como ocorre a transmissão

A hepatite C é uma infecção viral que acomete diretamente o fígado, podendo causar grandes complicações. É uma doença comum no Brasil e atinge mais de 150 mil pessoas todos os anos.

A hepatite C é caracterizada pela evolução silenciosa, quando, muitas vezes, a doença é diagnosticada após décadas da infecção. Isso porque, normalmente, os sintomas costumam se manifestar apenas nas fases mais agudas da doença. 

A infecção apresenta grande impacto na saúde pública, podendo evoluir para fibrose hepática, cirrose e câncer hepático. Nos casos mais graves, a doença pode levar a óbito. 

O que é a hepatite C?

A hepatite C é uma infecção viral que causa inflamação no fígado. Diversos fatores podem contribuir para a causa da doença, como o consumo abusivo de álcool, medicamentos, toxinas e as próprias hepatites virais

Na maioria dos casos, a hepatite C é silenciosa, ou seja, assintomática. Isso pode fazer com que o paciente conviva com a doença por muitos anos e não saiba disso, o que dificulta o diagnóstico na fase inicial. 

Vírus da hepatite C

O HCV é um vírus RNA causador da hepatite C, que pertence à família Flaviviridae

Hepatite C aguda

Como dito anteriormente, 70% dos casos de hepatite C são assintomáticos. Porém, em uma parcela dos pacientes, a doença pode se tornar aguda de 1 a 3 meses após a contaminação.

A fase aguda da hepatite C pode durar até seis meses, mas sua resolução costuma acontecer até a 12ª semana.  

Durante essa fase, há elevação das aminotransferases séricas e os principais sintomas incluem: náuseas, vômitos, fadiga, febre baixa e cefaléia. Após um tempo, podem ocorrer outras manifestações clínicas, como dor abdominal, icterícia (pele amarelada causada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue), prurido (coceira), colúria (urina escura) e acolia (fezes claras). 

Hepatite C crônica

Normalmente, a hepatite C é diagnosticada apenas na fase crônica. Isso porque os sintomas são muito parecidos com outras doenças comuns. 

Quando o caso é mais grave, a doença pode progredir para cirrose e descompensação hepática, caracterizada por alterações sistêmicas e hipertensão, podendo evoluir para ascite (barriga d’água), varizes esofágicas (veias anormais na parte inferior do tubo que vai da garganta até o estômago) e encefalopatia hepática (alteração cerebral devido a alteração do funcionamento do fígado). 

Como ocorre a transmissão da hepatite C?

A principal forma de transmissão da hepatite C é por via parental, ou seja, por contato com sangue contaminado e hemoderivados. Atualmente, o principal meio de transmissão é através do uso de drogas injetáveis com o compartilhamento de agulhas.

A hepatite C pode ser transmitida através de contato sexual, mas não acontece tão frequentemente quanto a hepatite B, por exemplo. 

Outras vias de transmissão menos frequentes, mas que devem chamar nossa atenção, são através de transplantes de órgãos, hemodiálise, acidentes hospitalares, body piercing, tatuagem e da mãe para o bebê. 

Fatores de risco

Os fatores de risco para as formas graves da doença como a fibrose hepatica e cirrose incluem: idade superior a 40 anos no momento da infecção; sexo masculino; etilismo; coinfecção com o vírus da hepatite B (HBV) e/ou HIV; imunossupressão; esteatose hepática; resistência insulínica; e atividade necroinflamatória na primeira biópsia hepática.

Além disso, outro fator de risco relevante encontrado na população de 13 a 69 anos foi o uso de drogas, principalmente as drogas injetáveis.

Sintomas da hepatite C

Os sintomas mais comuns da hepatite C, são:

  • Mal-estar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Icterícia; 
  • Inchaço;
  • Dor local no abdome;
  • Febre;
  • Cansaço.

Diagnóstico da hepatite C

Para diagnosticar a hepatite C é necessário a realização de testes rápidos ou sorológicos, em busca da presença dos anticorpos anti-HCV, e, caso o teste seja positivo, é preciso realizar exame de carga viral para confirmação ativa da infecção pelo vírus. 

O teste para pesquisa de anticorpos anti-HCV identifica as pessoas que foram infectadas com o vírus.

Se esse teste for positivo para anticorpos anti-HCV, é necessário um exame para detectar o RNA do HCV para confirmar a infecção crônica. Cerca de 30% das pessoas infectadas com HCV eliminam a infecção espontaneamente. Mesmo que o paciente não esteja mais infectado, ele ainda apresentará testes positivos para anticorpos anti-HCV.

Caso o paciente seja diagnosticado com infecção HCV crônica, ele deverá fazer uma avaliação do grau de lesão hepática (fibrose e cirrose). Isso pode ser feito por biópsia hepática ou por meio de uma variedade de testes não invasivos.

Tratamento da hepatite C

O tratamento da hepatite C tem como objetivo erradicar o vírus. Deste modo, é possível aumentar a expectativa e a qualidade de vida do paciente portador da doença, diminuir a possibilidade de complicações da hepatite crônica e reduzir a transmissão do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda a terapia com antivirais de ação direta pan-genotípicos (DAAs). Os DAAs podem curar a maioria das pessoas com infecção por HCV e a duração do tratamento é curta (geralmente de 12 a 24 semanas), dependendo da presença ou não de cirrose. 

A OMS recomenda iniciar o tratamento em todos os indivíduos com 12 anos de idade ou mais que foram diagnosticados pela infecção, independentemente do estágio da doença.

A hepatite C tem cura?

Sim, a chance de cura do vírus hepatite C é superior a 95%.

Prevenção

Segundo a OMS, para prevenir a Hepatite C são recomendadas as seguintes atitudes:

  • Uso seguro e apropriado de injeções de cuidados de saúde;
  • Manuseio e descarte seguro de perfurocortantes e resíduos;
  • Fornecimento de serviços abrangentes de redução de danos para pessoas que injetam drogas, incluindo equipamentos de injeção esterilizados e tratamento eficaz se baseado em evidências para a dependência;
  • Treinamento de profissionais de saúde;
  • Uso de preservativos durante atos sexuais.

Por que não existe vacina para hepatite C?

Por enquanto, não existe uma vacina eficaz contra a hepatite C, mas pesquisas nesta área já estão em andamento. 

Importância da vacinação para portadores de hepatite C

Mesmo que a hepatite C não possua uma vacina própria, você pode se proteger. É recomendado que todos se imunizem com as vacinas contra hepatite A e B para prevenir a coinfecção com esses vírus da hepatite, o que pode prejudicar ainda mais o funcionamento do seu fígado.

Além disso, pacientes portadores da hepatite C devem se vacinar contra outras infecções como a vacina da gripe, que deve ser aplicada anualmente, e a vacina de pneumonia.  

O que pode acontecer com uma pessoa com hepatite C? 

As principais complicações de uma pessoa com hepatite C crônica são fibrose hepática, cirrose e câncer hepático. Dependendo da gravidade da infecção, pode ser necessário realizar um transplante hepático. Nos casos ainda mais graves, a doença pode levar o paciente a óbito. 

Fontes

Saúde. Hepatite C – sintomas, transmissão e tratamento. Disponível em: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/hepatite-c/#Diagnostico

World Health Organization. Hepatitis C. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis-c

Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_hepatite_co_coinfeccoes.pdf

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