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Vacinas 03 set 2020 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Entenda como funcionam e para que servem as vacinas

Saber para que servem as vacinas é essencial para entender melhor sobre a importância de se vacinar.

Você sabia que as estratégias de vacinação já forneceram proteção total contra pelo menos 31 doenças humanas? Isso trouxe grandes impactos positivos na saúde pública do Brasil e do mundo. 

Como funcionam as vacinas?

Em sua composição, as vacinas apresentam vírus ou bactérias modificados que, quando entram em nosso organismo, agem na produção de células e anticorpos específicos para evitar que a pessoa vacinada desenvolva uma determinada doença. No vídeo abaixo explicamos como as vacinas agem em nosso organismo:

Qual a importância da vacinação?

As vacinas servem para estimular a resposta da nossa imunidade e permitir que a memória imunológica possa desenvolver uma resposta rápida de controle à infecção natural e prevenir a manifestação da doença na pessoa vacinada. 

O objetivo da vacinação é proteger a população de doenças causadas por vírus e bactérias e reduzir drasticamente o risco de morte e de epidemias.

Tipos de vacinas e para que servem

As vacinas são desenvolvidas para auxiliar o sistema imunológico a reconhecer ameaças e utilizar mecanismos de defesa específicos para evitar que a doença atinja o organismo. Os tipos de vacinas são: 

  • Vacinas vivas atenuadas: São vacinas que imitam a infecção natural e efetivamente estimulam a imunidade de longa duração. Exemplos de vacinas baseadas em patógenos vivos inteiros e atenuados são: poliovírus oral, sarampo-caxumba-rubéola (MMR), varicela e Bacillo-Calmette-Guerin (BCG). 
  • Vacinas inativadas: São vacinas que induzem amplas respostas imunológicas a múltiplos antígenos. Exemplos de vacinas inativadas são: hepatite A, influenza e coqueluche. 
  • Vacinas conjugadas: São vacinas feitas a partir da conjugação de um polissacáride (açúcar) da cápsula de algumas bactérias a uma proteína. Esta conjugação tem o efeito de permitir que crianças pequenas (abaixo de 2 anos) possam responder a vacinas e se proteger contra bactérias comuns nessa faixa etária. Exemplos de vacinas conjugadas são: vacina pneumocócica 10-valente, vacina pneumocócica 13-valente, vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib), vacina meningocócica C e vacina meningocócica ACWY.
  • Vacinas feitas a partir de tecnologia recombinante: Este tipo de vacina utiliza técnicas laboratoriais que permitem a produção de partículas semelhantes aos microrganismos, levando a respostas imunes que são mais intensas que as respostas imunes induzidas na infecção pelo vírus selvagem. Exemplos de vacinas combinadas são hepatite B e HPV.

Como as vacinas são feitas?

As vacinas são feitas em três fases que são pré-clínica, clínica e pós-licenciamento. Entenda:

Fase pré-clínica:

Estudos em células em laboratório e em animais com vacinas candidatas.

Fase clínica:

As vacinas que se mostrarem capazes de desenvolver anticorpos e células protetoras em animais passam então para a fase clínica, que envolve a vacinação de pessoas.

  •  Fase I

A fase I é focada na avaliação da segurança da vacina, que consiste em estudos clínicos e procedimentos de monitoramento contínuo num pequeno número de adultos voluntários sadios. Ela tem como objetivo avaliar quaisquer eventos adversos que possam ocorrer.

o   Há várias categorias de eventos adversos após a imunização que precisam ser registradas como dor, vermelhidão, inchaço ou febre e mal-estar. Essas reações podem levar ou não ao licenciamento da vacina, podendo limitar ou refinar o procedimento de vacinação ou as populações-alvo.

  • Fase II

Na fase II é estudada a imunogenicidade da vacina (capacidade de estimular a produção de anticorpos e células contra o vírus ou bactéria). Avaliam-se também diferentes doses da vacina e se mantém a pesquisa de eventos adversos. Nesta fase um número maior de pessoas é avaliado.

  • Fase III

Já na fase III estudos maiores com milhares de indivíduos são projetados para avaliar se o esquema de vacinação pode proporcionar o impacto desejado no problema clínico com segurança, demonstrando assim sua eficácia, ou seja, a capacidade de evitar a doença na pessoa que se expõe ao vírus ou bactéria. A vacina só pode ser liberada para a população após a conclusão dessas três fases.  

Fase pós-licenciamento:

Quando a vacina já passou por todas as etapas acima, os resultados obtidos são avaliados por órgãos regulatórios dos países em que ela pretende ser licenciada. Caso os membros do comitê científico do órgão regulatório (por exemplo, a ANVISA no Brasil ou o FDA, os Estados Unidos) considerem que a vacina é segura e eficaz, ela é licenciada. 

Mas mesmo após o licenciamento, todas as vacinas são avaliadas rotineiramente e qualquer evento adverso que seja considerado diferente do que se espera é notificado e investigado.

Todos os testes são feitos de maneira rigorosa de modo a evitar riscos para a saúde humana. Lembre-se que se vacinando você não protege apenas a si mesmo, mas todos ao seu redor.

 

Veja onde se vacinar em Locais de Aplicação

 

Fontes

Stern LP. Key steps in vaccine development. 2019-2020. Ann Allergy Asthma Immunol 125 (2020) 17-27.