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07 Maio 2020 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Vacina contra coronavírus: testes e tudo o que você precisa saber

A COVID-19 surgiu no final de 2019 na China. Desde então, o novo vírus, denominado SARS-CoV-2, infectou mais de 3,5 milhões de pessoas ao redor do mundo e causou mais de 250 mil mortes.

Para reduzir a taxa de mortalidade e as infecções pelo novo vírus, já estão sendo desenvolvidas mais de 90 vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2. Pesquisadores em todo o mundo estão testando tecnologias que nunca foram usadas anteriormente em uma vacina licenciada.

 

Já existe vacina para o coronavírus?

Ainda não existe uma vacina para o coronavírus. Por ser um vírus que foi descoberto recentemente, os desafios em busca da imunização ainda são muitos. Outro ponto a se considerar para o desenvolvimento de uma vacina que seja eficaz é que a infecção causada pelo novo coronavírus nem sempre provoca respostas com anticorpos de longa duração, sendo possível ocorrer, em pequena parte dos pacientes, uma reinfecção após um longo período.

A infecção por SARS-CoV-2 causa quadros mais graves em indivíduos acima de 50 anos de idade, enquanto geralmente jovens previamente sadios são assintomáticos ou apresentam sintomas leves da doença. É importante desenvolver vacinas que também protejam esse grupo com mais idade, que geralmente respondem menos à imunização por conta da senescência imunológica.

Planeta usando mascara e se defendendo do coronavírus

Como funciona a produção e os testes para a vacina contra o coronavírus?

Trabalho publicado na revista Nature, mostra que o sistema imunológico humano pode reconhecer tanto os novos patógenos invasores quanto os antígenos presentes nas vacinas. Uma vacina funciona de modo que o vírus não chegue aos receptores ACE2. Esses receptores são os que permitem a entrada do vírus SARS-CoV-2 nas células, desencadeando os sintomas da doença

Durante a resposta a uma vacina, diferentes células do sistema de defesa entram em ação. As células apresentadoras de antígeno reconhecem o antígeno vacinal e os apresentam às células T auxiliadoras. As células T auxiliadoras auxiliam as células B a produzir anticorpos e as células T a destruir as células já infectadas pelo vírus.

Estão sendo testadas diferentes vacinas que utilizam diferentes estratégias:

Vírus atenuado ou enfraquecido: Nesse tipo de vacina, o vírus é enfraquecido em laboratório, mas mantém a capacidade de desencadear uma resposta do sistema de defesa do ser humano, diminuindo o risco de doença quando a pessoa entra em contato com o vírus selvagem.

Vírus Inativado: Nessas vacinas, o vírus é inativado em laboratório por meio de produtos químicos como formaldeído ou calor.

Vacinas proteicas: São selecionadas proteínas do vírus que desencadeiam uma resposta do sistema de defesa do ser humano que protege contra o vírus selvagem.

Vacinas de ácidos nucleicos:  São vacinas que consistem em pedaços de DNA ou de RNA nos quais se insere um pedaço do RNA do coronavírus. As células da pessoa vacinada produzirão proteínas do vírus SARS-CoV-2 e desenvolverão uma resposta protetora contra o vírus selvagem.

Vacinas de vetores virais: Nessas vacinas, são utilizados outros vírus que “carregam” porções do coronavírus e permitem que a pessoa vacinada responda produzindo anticorpos e células de defesa contra o coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos oito tipos de vacinas já estão sendo testadas em humanos, em busca da imunização mais eficiente para o novo coronavírus.

Os testes estão sendo realizados de modo que os pesquisadores consigam acompanhar os níveis de anticorpos produzidos no corpo humano, assim como os possíveis efeitos colaterais.

A Pfizer, empresa farmacêutica multinacional, e a empresa farmacêutica alemã BioNTech, se juntaram para acelerar o desenvolvimento de descoberta da cura do coronavírus. O trabalho conjunto possibilitará a implementação de um possível programa inédito de vacina baseada em RNA mensageiro (ácido ribonucleico responsável pela transferência de informações do DNA até o citoplasma).

“Esta é uma pandemia mundial, que requer um esforço global. Unindo forças com a Pfizer, podemos acelerar o trabalho de apresentar uma vacina contra à COVID-19 para as pessoas em todo o mundo, ” disse Ugur Sahin, um dos fundadores e CEO da BioNTech.

Segundo a Pfizer no Brasil, por questões de segurança, os idosos serão imunizados após a vacina ser testada em jovens adultos.

Se os testes provarem a eficácia e a segurança da vacina, esta poderá ser distribuída em grande escala até meados de setembro nos Estados Unidos, sendo comercializada em outros países.

Escudo de proteção contra vírus

A situação do Brasil na busca pela cura do coronavírus

Diversos medicamentos também estão sendo testados para tratar os indivíduos que desenvolvem a infecção, especialmente os que têm as formas graves da COVID-19. A ideia é utilizar medicamentos ou associação de medicamentos que já são utilizados para tratar outras infecções ou doenças. Vale a pena lembrar que, da mesma forma que uma vacina, os medicamentos podem produzir eventos adversos graves e indesejáveis. Por isso é fundamental que seu uso tenha sido testado previamente em estudos controlados antes de serem liberados para o tratamento da infecção pelo SARS-CoV-2

 

Qual a previsão de vacina para COVID-19 para o Brasil e para o resto dos países?

A previsão de vacina para COVID-19 ainda é muito incerta, uma vez que o desenvolvimento de uma vacina requer um investimento muito alto e tempo para que seja possível elaborar a vacina, recrutar voluntários apropriados e realizar um acompanhamento adequado dos indivíduos vacinados. Finalmente, quando encontra-se encontrar uma vacina segura e eficaz, é necessário ter uma infraestrutura adequada para garantir a produção de doses em escala mundial

Nesse sentido, pode ser que as vacinas cheguem tarde demais para afetar a primeira onda da pandemia. Porém, podem ser ajudar a conter ondas futuras, numa em que o coronavírus SARS-CoV-2 continue circulando como um vírus sazonal.

 

Diversos medicamentos também estão sendo testados para tratar os indivíduos que desenvolvem a infecção, especialmente os que têm as formas graves da COVID-19. A ideia é utilizar medicamentos ou associação de medicamentos que já são utilizados para tratar outras infecções ou doenças. Vale a pena lembrar que, da mesma forma que uma vacina, os medicamentos podem produzir eventos adversos graves e indesejáveis. Por isso é fundamental que seu uso tenha sido testado previamente em estudos controlados antes de serem liberados para o tratamento da infecção pelo SARS-CoV-2.

 

Fontes

https://www.ictq.com.br/industria-farmaceutica/1471-coronavirus-merck-produzira-1-milhao-de-doses-de-vacina-em-fase-experimental

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/05/05/pfizer-inicia-testes-em-humanos-com-possivel-vacina-contra-coronavirus.htm

https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/israelenses-isolam-anticorpo-e-abrem-caminho-para-vacina-contra-o-coronavirus/

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