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Vacinas 05 jan 2022 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Vacina H1N1: entenda como é feita a vacina e quando tomar

A vacina H1N1 está na formulação anual da vacina da gripe que é composta por diferentes cepas de vírus. O H1N1 é um subtipo do vírus influenza tipo A e causa uma infecção respiratória potencialmente grave em seres humanos.   

Segundo o Ministério da Saúde, a cepa do vírus influenza A(H1N1) tem acometido predominantemente adultos dos 40 aos 60 anos. Sua circulação ocorre devido às mutações frequentes do material genético dos vírus influenza que podem ser encontrados em animais, o que aumenta ainda mais a chance de mutações e adaptação dos novos vírus a humanos. 

Tire todas suas dúvidas sobre vacina da gripe e quando tomá-la. 

H1N1: o que é?  

O H1N1 é um dos subtipos do tipo A do vírus Influenza que atua, nos dias de hoje, de forma sazonal. A gripe H1N1 está relacionada à mutação do material genético dos vírus influenza encontrados em humanos, suínos e aves.  

Sua transmissão ocorre de forma fácil, através de gotículas respiratórias contaminadas, saliva e através do ato de tocar superfícies contaminadas.  

Os principais sintomas são: dores musculares, diarreia, náuseas ou vômitos, febre, calafrios, fadiga, congestão nasal, dor de cabeça, dor de garganta e tosse.  

Além da vacinação, existem outras dicas para a prevenção da gripe, como manter hábitos saudáveis, higienizar frequentemente as mãos e objetos, usar máscaras e manter-se hidratado. 

Qual é a vacina H1N1?  

A vacina da gripe é formulada com o objetivo de fornecer proteção também contra o vírus H1N1.   

A gripe é uma doença causada por mais de um tipo de influenza vírus, o A e o B, que possuem subtipos. Normalmente, o mais frequente em humanos são os A (H1N1) e A (H3N2). Já o sorotipo B apresenta duas linhagens distintas, Victoria e Yamagata.  

Além disso, muitas pessoas se questionam: vacina da gripe previne contra o Coronavírus? A resposta é não, mas o imunizante desempenha um papel essencial na prevenção do paciente contra o adoecimento e/ou futuras complicações mais graves que possam levar a internações ou, até mesmo, ao óbito. Ambas as vacinas são muito importantes e devem ser aplicadas na periodicidade indicada. 

Quem tem que tomar a vacina H1N1?  

Pessoas de todas as faixas etárias estão propensas à infecção pelo vírus Influenza, porém, alguns grupos apresentam risco aumentado para desenvolver sintomas graves e são prioridades na hora da vacinação.  

De acordo com o Ministério da Saúde, esses grupos são: 

  • Crianças de seis meses a menores de cinco anos: deve ser considerado o esquema de duas doses para as crianças de seis meses a menores de nove anos de idade que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a 1ª dose. Além desse imunizante, os pais ou responsáveis devem estar atentos às vacinas para crianças: quais devem tomar; 

  

  • Gestantes: todas as gestantes em qualquer idade gestacional. Para este grupo não haverá exigência quanto à comprovação da situação gestacional, sendo suficiente para a vacinação que a própria mulher afirme o seu estado de gravidez; 

  

  • Puérperas: todas as mulheres no período até 45 dias após o parto estão incluídas no grupo alvo de vacinação. Para isso, deverão apresentar documento que comprove a gestação (certidão de nascimento, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o parto, entre outros) durante o período de vacinação; 

  

  • Trabalhador de Saúde: todos os trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade; 

  

  • Povos indígenas: toda a população indígena, a partir dos seis meses de idade. A programação de rotina é articulada entre o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Secretaria de Atenção à Saúde Indígena (SESAI); 

  

  • Indivíduos com 60 anos ou mais de idade deverão receber a vacina influenza; 

  

  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas deverão receber a vacina influenza; 

  

  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional: o planejamento e operacionalização da vacinação nos estabelecimentos penais deverão ser articulados com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e Secretarias Estaduais de Justiça; 

  

  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: A vacinação deste grupo deve ser realizada em todos os postos de vacinação. No entanto, mantém-se a necessidade de prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação.  

Quais os eventos adversos da vacina H1N1?  

Cerca de 15% a 20% dos vacinados relatam sintomas comuns de reações de vacinas, como dor, vermelhidão e endurecimento no local da aplicação.  

Já febre, mal-estar e dor muscular acometem de 1% a 2% dos vacinados. Estes quadros são mais comuns na primeira vacinação.  

Quadros anafiláticos são extremamente raros.  

Outro fator importante é que a vacina quadrivalente não é mais reatogênica que a trivalente. Os estudos mostram que não há mais incidência de eventos adversos quando comparada à vacina trivalente. 

De quanto em quanto tempo devo tomar a vacina H1N1?  

A vacina da gripe deve ser tomada todos os anos sem exceção, uma vez que a formulação é alterada regularmente a fim de conferir proteção contra a cepa circulante no país. 

Vacina contra H1N1 é diferente da vacina da gripe?  

Não, a vacina da gripe fornece proteção contra os vírus influenza, também chamados vírus da gripe. Atualmente a gripe H1N1 e outros tipos de influenza circulam no Brasil, portanto, em 2021 as vacinas foram formuladas da seguinte maneira: 

  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Victoria/2570/2019 (H1N1)pdm09. 
  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2). 
  • Um vírus similar ao vírus influenza B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria). 

As vacinas da gripe da rede pública e privada são diferentes. Na rede pública a vacina fornecida é a tetravalente, sendo composta pelos vírus citados acima. Já na rede privada utiliza-se a vacina quadrivalente, que conta também em sua composição com um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013 (linhagem B/Yamagata).  

Quanto tempo duram os eventos adversos da vacina da gripe?  

Os sintomas leves são considerados comuns e costumam desaparecer em até 48 horas. 

Febre, mal-estar e dor muscular costumam ocorrer de 6 a 12 horas após a vacinação, e persistem por 1 a 2 dias.  

Caso o paciente vacinado sinta sintomas fora dos considerados comuns, tais como: febre muito alta, reação exagerada, irritabilidade extrema, sinais de dor abdominal, recusa alimentar, sangue nas fezes e entre outros, recomenda-se procurar um médico imediatamente. 

 Fontes

SBIm. Vacinas influenza no Brasil em 2021. Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nt-vacinas-influenza-brasil-2021-v2.pdf 

Governo do Brasil. Vacinar Contra H1N1 – Fiocruz. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos/vacinar-contra-h1n1 

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