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Vacinas 12 maio 2021 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Importância da vacinação para idosos e impacto na saúde

A vacinação para idosos é a melhor e mais segura forma de proteger pessoas mais suscetíveis de contrair doenças infecciosas e as formas graves delas. Algumas enfermidades são mais perigosas nesse momento da vida e, mesmo que já tenham se vacinado contra elas anteriormente, podem ser recomendados reforços para continuar gerando o máximo de proteção possível para essas pessoas. Além disso, ao se vacinar, as chances desse indivíduo necessitar de internações hospitalares também são reduzidas significativamente. 

Importância da vacinação de idosos

A vacinação é extremamente importante em todos os momentos da vida, principalmente durante a infância e na terceira idade, que são os momentos em que nosso sistema imunológico está mais suscetível a contrair doenças potencialmente perigosas e que podem causar graves complicações. 

Com o passar dos anos, é natural que o sistema imunológico fique mais enfraquecido, portanto tomar as vacinas recomendadas fortificará o organismo e as chances de contrair doenças serão muito menores. 

Saúde e bem estar na terceira idade

As vacinas são responsáveis por contribuírem positivamente na vida de todos os idosos, proporcionando saúde e bem estar. 

Há diversas doenças que podem ser evitadas através da vacinação, como tétano, pneumonia em idosos e a Influenza (gripe).

Vacinas recomendadas para idosos (+60)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas para idosos previstas no calendário vacinal são: 

Vacina influenza (gripe)

A vacina da gripe confere proteção contra doenças respiratórias causadas pelo vírus Influenza, que pode ser potencialmente perigoso. 

O imunizante é indicado para todas as pessoas com mais de seis meses de idade e deve ser aplicada uma dose todos os anos como rotina para conferir a proteção necessária. 

Para os maiores de 55 anos que fazem parte do grupo de risco para as complicações, internações hospitalares e óbitos por Influenza, a vacina deve ser especialmente priorizada. 

Nas Unidades Básicas de Saúde é possível encontrar a vacina trivalente, que protege contra três cepas do vírus circulante. Já nos serviços privados, é possível encontrar a vacina quadrivalente, que confere uma proteção ainda maior.  

Vacinas Pneumocócicas (VPC13) e (VPP23)

As vacinas pneumocócicas são indicadas como rotina para as pessoas com mais de 60 anos de idade.

A vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) é responsável por proteger contra cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) causadas por 13 sorotipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente – VPP23 previne doenças causadas por 23 sorotipos de pneumococos. 

Para aqueles que já receberam uma dose de VPP23, recomenda-se que aguardem o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A segunda dose de VPP23 deve ser aplicada cinco anos após a primeira. 

Já para os que receberam duas doses VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última aplicação de VPP23.

Caso a segunda dose de VPP23 tenha sido aplicada antes dos 60 anos, recomenda-se uma terceira dose após cinco anos da última dose. 

Vacina Herpes Zóster

A vacina Herpes Zóster previne a neuropatia pós-herpética causada pelo cobreiro. 

O imunizante é recomendado para pessoas com 50 anos ou mais, mesmo para aqueles que já tiveram a doença anteriormente.

Vacinas Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

As vacinas dTpa ou dTpa-VIP protegem contra três doenças graves, que são difteria, tétano e coqueluche. A dupla adulto confere proteção contra difteria e tétano.  

As indicações dependem do status vacinal de cada paciente.  

Com esquema de vacinação básico completo: recomenda-se reforço com dTpa a cada dez anos.

Com esquema de vacinação básico incompleto: indica-se uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT. É importante que se administrem três doses de vacina contendo o componente tetânico.

Não vacinados e/ou histórico vacinal desconhecido: uma dose de dTpa e duas doses de dT no esquema 0 – 2 – 4 a 8 meses. 

Para os idosos que desejam viajar para países onde a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).

Vacinas Hepatites A e B

Hepatite A: previne as infecções no fígado causadas pela Hepatite A. Esse imunizante só é indicado após avaliação sorológica e em casos de surtos. Por ser incomum encontrar idosos com mais de 60 anos que sejam suscetíveis à Hepatite A, a vacinação não é prioritária. 

Hepatite B: previne as infecções no fígado causadas pela Hepatite B e é indicada como rotina para os idosos. Recomendam-se três doses, no esquema 0 – 1 – 6 meses. 

Hepatite A e B: é uma vacina combinada que é indicada quando o médico responsável recomenda a aplicação de ambas as vacinas citadas anteriormente e substitui a vacinação isolada.

Vacina Febre Amarela

A vacina previne a febre amarela e é indicada para idosos que não foram vacinados anteriormente e residem em áreas com recomendação de vacinação. Mesmo sendo raro, podem ocorrer eventos adversos graves em idosos com mais de 60 anos. Neste caso, recomenda-se avaliar os riscos e benefícios antes da primovacinação nessa faixa etária.

Meningocócicas conjugadas ACWY/C

A vacina é indicada para idosos em situações de surto ou viagens cujo destino são áreas de risco. Caso a vacina meningocócica conjugada ACWY não esteja disponível, poderá ser substituída pela meningocócica C conjugada.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

A vacina é indicada nessa faixa etária apenas em situações de risco aumentado, em viagens ou surtos. Por ser incomum encontrar pessoas com mais de 60 anos que são suscetíveis às doenças que a vacina previne, não são considerados parte dos grupos prioritários. 

Onde encontrar as vacinas para idosos?

Algumas vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e todas elas podem ser encontradas nos serviços privados de vacinação. Veja a tabela:

Vacina Gratuita nas UBS Clínicas particulares de vacinação
Vacina influenza (gripe) Possui a trivalente Possui a quadrivalente
Pneumocócica 13 Sim* Sim
Pneumocócica 23 Sim* Sim
dTpa (Tríplice bacteriana acelular adulto) e dT (dupla adulto) Possui a dT Possui a dTpa
Herpes Zóster Não Sim
Febre amarela Sim Sim
Hepatite B Sim Sim
Hepatite A Sim* Sim
Hepatite A e B (combinada) Não Sim
Meningocócica ACWY Sim* Sim
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) Sim* Sim

* Disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais para grupos de risco.

Vacinação da COVID-19 em idosos

Além do calendário de vacinas para idosos, proposto pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacinação da COVID-19 é de extrema importância, uma vez que os idosos são considerados grupos de risco para a infecção. 

A COVID-19 é uma doença que afeta os pulmões e pode causar inúmeras complicações na população acima de 60 anos. 

O Ministério da Saúde definiu datas de vacinação de acordo com a idade dos pacientes, a fim de priorizar a imunização de todas as pessoas com maiores riscos de contrair as formas graves da infecção. É importante dizer que cada estado está em uma fase de vacinação diferente. Estar atento às datas do seu estado e cidade é essencial para não perder o período de vacinação. 

As vacinas rotineiras não devem ser deixadas de lado, nem mesmo durante a pandemia do Coronavírus. Atualmente, a recomendação é para que aguarde o intervalo de 14 dias antes e 14 dias após as doses da vacina COVID-19 para tomar qualquer outro tipo de imunizante.

Fonte

SBIm. Calendário de vacinação do idoso. Disponível em: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.pdf

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