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Vacinas 07 fev 2022 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

Vacina para rinite: quem pode tomar, qual sua função e preço

Vacina para rinite é um tratamento imunoterápico específico responsável por controlar sintomas das reações alérgicas. Sua função é reduzir a sensibilidade aos alérgenos causadores da rinite no indivíduo e também pode ser utilizada para outros casos, como conjuntivite alérgica, asma alérgica e diversas outras doenças. 

Vacina para rinite: quando tomar?  

A imunoterapia deve ser feita em pessoas que apresentam quadros graves de reações alérgicas, principalmente em casos em que os remédios não são suficientes para controle da condição, quando o paciente não deseja fazer o uso de medicamentos por muito tempo e para pessoas cujo tratamento fornece efeitos colaterais. Outra situação é quando se deseja o contato com algo ao que se tem alergia, como no caso da alergia a animais domésticos, como cão e gato. 

A vacina antialérgica deve ser preparada de acordo com a necessidade de cada pessoa. Para isso, é feita uma pesquisa de anticorpos IgE com base nos alérgenos ambientais dominantes na região em que o paciente vive. Dessa forma, é possível identificar a causa da alergia e, assim, formular o imunizante protetor adequado. 

Na primeira dose são realizados ajustes para que o imunizante se adeque aos níveis de sensibilidade de cada indivíduo. Já as demais doses devem ser aumentadas gradualmente até atingir a dose ideal de manutenção.

Rinite alérgica: o que é?   

A rinite alérgica é uma irritação da membrana mucosa do nariz que, clinicamente, é explicada como um transtorno sintomático do nariz que ocorre devido à exposição a alérgenos. Estudos mostram que a principal causa são os ácaros da poeira domiciliar. 

O diagnóstico da condição é feito clinicamente, baseado na história clínica do paciente e exame físico.

Sintomas de rinite  

 Os principais sintomas de rinite incluem: espirros, coriza, coceira e obstrução nasal. Dependendo da gravidade, é possível identificar linha de Dennie-Morgan (prega em pálpebras inferiores secundárias ao edema), sulco nasal transverso e conjuntivite (coceira, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos). Alguns pacientes podem apresentar dor na face quando têm sinusite associada. 

Existem outras condições que podem estar atreladas com esses sintomas. Nariz ardendo: Veja os 8 principais motivos e como amenizar esse quadro.  

Tratamentos para rinite alérgica  

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento dependerá do grau da doença.  

Rinite leve intermitente: utiliza-se anti-histamínico H1 oral. A cetirizina, por exemplo, é um anti-histamínico de segunda geração que pode ser usado. 

Rinite intermitente moderada a grave: utiliza-se corticosteroide nasal. A dose recomendada de diproprionato de beclometasona é de 100-400mcg por dia, divididos entre as duas narinas e devendo ser administrados a cada 12 ou 24 horas.   

Rinite persistente leve: tratamento com anti-histamínico H1oral ou corticosteroide nasal será suficiente.  

Rinite persistente moderada a grave: corticosteroide nasal pode ser suficiente. Se os sintomas forem muito intensos, pode ser necessário acrescentar anti-histamínico H1 oral antileucotrieno ou raramente corticosteroides orais. 

Lembramos que a automedicação nunca é recomendada e não deve ser feita, sendo fundamental a análise da gravidade de cada caso junto com um profissional da área para, assim, escolher o melhor tratamento. 

Quem pode tomar a vacina para rinite? Há contraindicações?  

A imunoterapia específica pode ser recomendada para pacientes com rinite alérgica com o objetivo de melhorar os sintomas clínicos e reduzir os medicamentos utilizados para controle da condição.   

Pode ocorrer alergia à vacina, mas são eventos raros. Em casos de anafilaxia grave, o sistema cardiovascular é comprometido, portanto, doenças cardiovasculares pré-existentes podem influenciar de forma negativa o prognóstico desses pacientes. 

A vacina é contraindicada para pacientes com asma não controlada e em portadores de outras doenças associadas que reduzam a chance de sobrevida em caso de reações sistêmicas graves. Algumas medicações, como os anti-hipertensivos betabloqueadores, podem reduzir a eficácia da adrenalina no tratamento de reações alérgicas graves. 

Além disso, não é indicado que o tratamento se inicie durante a gestação, assim como o aumento de doses até o parto para mulheres que já realizam a imunoterapia para rinite alérgica. 

A Imunoterapia para rinite deve ser indicada por um médico?  

Sim. O especialista responsável pelo caso deverá analisar se o paciente apresenta sintomas da doença após exposição natural ao alérgeno, presença de anticorpos IgE específicos para alérgenos e doença clinicamente relevante com sintomas capazes de permanecerem por muito tempo.  

No Brasil, a imunoterapia é regulamentada pelo CFM Resolução 1784/2006, por isso, é procedimento médico exclusivo e necessita de planejamento técnico médico.  

Tem vacina para rinite no SUS? E no particular?  

Até o momento, são poucos hospitais públicos que fornecem a vacina pelo SUS. O tratamento pode ser feito de forma particular e, caso haja cobertura, pelo convênio médico. 

Preço da vacina para rinite  

Estima-se que o tratamento possa chegar até R$6.000 por ano. 

Fontes

Ministério da Saúde. Asma e Rinite: Linhas de Conduta em Atenção Básica. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ASMA_RINITE.pdf 

Tua Saúde. Vacina para rinite: como funciona, como usar e efeitos colaterais. Disponível em: https://www.tuasaude.com/vacina-para-rinite/ 

Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Imunoterapia Alérgeno-Específica. Disponível em: https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/imunoterapia_alergeno_especifica.pdf 

Plano de Saúde. Adeus, rinite! Existe vacina contra esse mal. Disponível em: https://planodesaude.net.br/blog/adeus-rinite-existe-vacina-contra-esse-mal/ 

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